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Veja como funciona a bondade humana cientificamente

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Mais de Deus em janeiro - 11 - 2010

Você deve agradecer ao estoque de oxitocina do seu cérebro, um hormônio que ajuda a permitir várias ações bondosas e gentis, do tipo que permite a nossa sobrevivência como sociedade. Cientistas já sabem há muito tempo que este hormônio tem um papel fisiológico essencial durante o nascimento e a lactação, e estudos indicam que a oxitocina pode influenciar o comportamento animal também.

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Agora, estudos mostram que o hormônio está intimamente ligado aos pilares da vida civilizada, a nossa capacidade de empatia e confiança. Uma pesquisa publicada neste mês mostra que diferenças genéticas estão ligadas ao efeito da oxitocina na capacidade de entender expressões faciais, compreender as emoções de outras pessoas e de se sentir mal pela dificuldade de outras pessoas. “Entrei nesta pesquisa com muito ceticismo, mas os resultados me surpreenderam”, afirma Sarina M. Rodrigues, da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos.

Além destas descobertas. Agora acredita-se que a oxitocina pode também funcionar como uma espécie de ferramenta para o capitalismo. Em uma série de estudos, Ernst Fehr, diretor do Instituto de Pesquisas em Economia da Universidade de Zurique, na Suíça, demonstrou que o hormônio tem um papel importante para que as pessoas confiem o próprio dinheiro a estranhos. Em uma das pesquisas realizadas por Fehr e colegas, um teste foi feito com 58 estudantes, que receberam um esguicho nasal de oxitocina ou de um placebo. Após 50 minutos, eles foram instruídos a jogar o “Jogo da Confiança”, utilizando unidades monetárias que eles poderiam investir ou guardar.

Os pesquisadores descobriram que os participantes que receberam a oxitocina tiveram muito mais propensão a confiar nos parceiros, com 45% deles investindo o máximo de dinheiro possível. No grupo de controle, só 21% das pessoas tiveram o mesmo comportamento. Além disso, quando as pessoas sabiam que estavam jogando contra computadores, e não pessoas, a confiança continuava inabalável.

Ainda assim, os especialistas lembram que a oxitocina não muda o comportamento da pessoa para que ela vire um otário. A pesquisadora Simone Shamay-Tsory, da Universidade de Haifa, em Israel, percebeu que, quando participantes do estudo recebiam a oxitocina e jogavam contra pessoas que consideravam arrogantes, elas ficavam mais felizes quando os outros perdiam. Quando os “arrogantes” ganhavam o jogo, o sentimento de inveja aumentava consideravelmente.

A oxitocina no nascimento e na economia

O hormônio serve como uma forma de mandar um sinal de confiança a mães, que têm a oxitocina liberada logo após o nascimento dos filhos. Sue Carter, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, é uma pioneira no estudo do hormônio, mas afirma que ele não recebia atenção quando era ligado ao nascimento, mas que agora que é ligado ao mundo da economia e das finanças, se tornou assunto recorrente.

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A oxitocina viaja pela corrente sanguínea e afeta órgãos muito distantes do cérebro, e age como uma espécie de neurotrasmissor, permitindo que as células cerebrais se comuniquem. Porém, diferente de muitos outros neurotransmissores, a oxitocina tem apenas um receptor, designado a reconhecer a sua forma e reagir a ela. Outros transmissores, como a dopamina e a serotonina, têm cinco ou mais receptores ligados ao seu reconhecimento.

Por este motivo, um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, analisou como duas variantes no código genético de uma pessoa pode influenciar a sua capacidade de empatia, baseado em um questionário e um teste de comportamento. Neste segundo exame, os participantes analisaram a expressão facial de 36 fotografias de pessoas em preto-e-branco e descreveram a expressão com uma palavra, que deveria ser ligada ao humor ou sentimento passado pela imagem.

Este teste, feito com 192 pessoas de ambos os sexos, mostrou que aquelas que têm a versão A do receptor para oxitocina – que é ligada ao autismo e pouca habilidade paterna – tiveram pontuações muito mais baixas que as pessoas com a variação G do receptor. “Somos todos diferentes, e isso é bom”, afirma Sarina Rodrigues. “Se todos fossem amorosos e bonzinhos, o mundo seria muito mais chato”, brinca.

Veja agora como funcina a bondade humana segundo a Bíblia

O FRUTO DO ESPÍRITO A BONDADE
(Gálatas 5.16-25 )

1. INTRODUÇÃO
Durante sua obra criativa, Deus fazia admiráveis pausas nas quais refletia sobre o que fizera. Diz a Bíblia que Ele classificou cada obra sua como boa. O resultado de Sua ação lhe proporcionava uma satisfação estética.

A palavra bondade na Bíblia se aplica àquilo que proporciona satisfação estética ou moral. No hebraico, a palavra para expressar este conceito é tobh, literalmente “agradável”, “alegre”. No grego, há duas palavras para traduzir essa idéia: a primeira é agathos (bom), que é o termo usado por Paulo para indicar o fruto espiritual da bondade; a segunda é kalos (belo), que tem a ver com harmonia.

Bondade, portanto, tem uma dimensão ética e uma dimensão estética. Na dimensão ética, significa viver de acordo com padrões elevados. Na dimensão estética, pode ser entendida como beleza interior.

A vida cristã é aquela vivida no Espírito Santo. Na verdade, a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa.

2. A BONDADE DE DEUS
O salmo 33.5 diz que a terra está cheia da bondade de Deus. Esta bondade está presente na Sua criação.

O universo reflete a bondade de Deus. Eu gosto de ler as páginas sobre ciência nos jornais e revistas. Um dos temas que me fascina é a idade do cosmos. A cada dia aparece uma teoria nova, dando alguns bilhões a mais ou a menos para o nosso mundo. A sabedoria bíblica fala que tudo começou “no princípio”. Os astrônomos querem datá-lo. Por isto, de vez em quando eles fotografam alguma estrela nascendo. É fascinante saber que ela está onde está há alguns bilhões de anos, mas só agora conseguimos fotografá-la porque só agora a sua luz pôde ser captada por algum telescópio gigante espionando o cosmos. Nós sabemos pouco sobre o cosmos, mas o pouco que sabemos mostra que nele está presente a bondade de Deus, bondade ordenadora, bondade harmonizadora.
O ser humano reflete a bondade de Deus. Alguns biólogos têm procurado uma explicação para a natureza humana. Contra a corrente dos que acham que os genes são egoístas, Matt Ridley escreveu um livro para mostrar um paradoxo: os genes, embora egoístas, são solidários para que possam sobreviver. O debate entre esses autores apenas confirma que a biologia não pode explicar a natureza humana, senão parcialmente. Recentemente, o mundo assistiu a frustração dos geneticistas encarregados de mapear os genomas humanos; sua conclusão foi patética: ainda não dá para entender a natureza humana. Nós sabemos pouco sobre a natureza humana, mas o pouco que sabemos mostra que nela está presente a bondade de Deus, bondade que injeta no homem o desejo de ser bom.
É por isto que o Espírito Santo produz bondade. Ele produz algo que a natureza humana deseja, mas não consegue produzir por si só. Deus, portanto, está presente no desejo do bem e está presente na capacitação para a prática deste bem.
Este desejo humano é uma decorrência da bondade de Deus. A Bíblia afirma a sua bondade como algo que dura para sempre (Salmos 106.1; 107.1; 118.1; 136.1; Jeremias 33.11). Diz mais ainda a Bíblia, agora pela boca do Filho Jesus Cristo, que só Deus é bom (Marcos 10.18; cf. Lucas 18.19)
Só produzimos o bem pela presença do Espírito conosco. Fora dEle, nossa inclinação é para o caos, não para a beleza; é para a maldade, não para a bondade. O caos e a maldade são naturais; a beleza e a bondade são espirituais.
Estamos sendo naturais ou espirituais?

3. A BONDADE HUMANA
O apóstolo Paulo apresenta três sinônimos para fruto do Espírito que guardam relação muito próxima entre si. Conquanto todas sejam produções do Espírito em nós e por nosso intermédio, são expressões com sentidos complementares mas distintos. São elas: amor, benignidade e bondade.
O amor é um sentimento a ser aprendido e que se caracteriza pela entrega incondicional sem espera pelo troco.
A benignidade é a qualidade que uma pessoa tem de fazer com que os outros se sintam à vontade em sua presença; tem a ver, portanto, com empatia e simpatia.
A bondade é uma virtude interior que inunda todas ações. A mais perfeita ilustração bíblica para a bondade é a parábola contada por Jesus acerca de um homem caído. Por ele passaram várias pessoas, entre elas duas que não eram boas. No interior deles não havia nada que as impelisse em direção àquele viajante caído e abandonado. Por ele, no entanto, passou uma pessoa boa. Sua bondade abafou-lhe a lógica, segundo a qual a imprudência daquele merecia ser punida como fora. Sua bondade libertou-lhe do medo das conseqüências e dos custos do seu gesto. Sua bondade livrou-lhe do sentimento de impotência diante de um quadro tão grave. Sua bondade falou mais alto que seus afazeres e seus compromissos. Os dois viajantes deram o que tinham para dar: nada, porque não eram bons. O terceiro viajante deu o que tinha para dar:
Há muitos crentes se comportando como os dois primeiros viajantes. Há muitos crentes que tocam suas vidas num plano apenas natural, sem produzir o fruto espiritual da bondade. Crente cansado de ser bom é crente que abafou o Espírito Santo na sua vida.
Ao contrário, a bondade deve estar presente nos Seus filhos. Nossa tarefa, como seres habitados pelo Espírito Santo, é encher a terra de bondade. Se não o fizermos, o mundo não terá como ver a bondade de Deus.

4. A MATRIZ DE NOSSA BONDADE
Pelo Espírito Santo, podemos produzir bondade, embora não sejams bons.

1. Produzimos bondade quando reconhecemos a bondade de Deus, que nele significa perfeição absoluta e generosidade completa. Este reconhecimento implica que este é o padrão que buscamos para nós mesmos. Se queremos produzir bondade, precisamos meditar na bondade de Deus. O nosso louvor deve ser parte desta contemplação. Quando exaltamos a Deus, contemplamos a Sua bondade. Diante dela, eis o que nos cabe fazer: meditar nela, esperando que ela nos penetre.

2. Produzimos bondade quando reconhecemos que a bondade Deus nos alcançou e nos alcança. Quando achamos que somos o que somos porque somos esforçados, não produzimos bondade. Ao contrário, quando nos lembramos que é a bondade de Deus que permite que estejamos vivos e ativos (Lamentações 3.22), nosso compromisso muda. Quando recordamos que Ele nunca se cansou de nós, nem se cansa de nós, nossa disposição muda.

3. Produzimos bondade quando deixamos de nos considerar os crentes-padrões. A nosso respeito, o apóstolo Paulo traça um retrato arrasador. Eu tomo o que ele escreveu sobre os judeus, porque se aplica completamente aos cristãos:
Se, porém, tu, que tens por sobrenome cristãos; repousas no evangelho; te glórias em Deus; conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído no evangelho; estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo no evangelho a forma da sabedoria e da verdade; porque (….) não te ensinas a ti mesmo? Por que tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Por que dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Por qe abominas os ídolos e lhes roubas os templos? Por que tu, que te glórias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? (Romanos 2.17-23)
O moralista tem dois pesos: um para si mesmo, brandíssimo, e outro para o próximo: severíssimo. O moralista produz justiça para os outros, nunca bondade, a não ser para si mesmo; bondade para si mesmo não é bondade, é auto-indulgência.

4. Produzimos bondade quando temos interesse em perfumar a terra com ela. Podemos pensar as nossas vidas como sendo frascos de perfume. Enquanto o perfume está fechado, não passa de um frasco de perfume. Ninguém sabe qual é o seu cheiro. Às vezes, o frasco é lindo. Às vezes, a marca é charmosa. Há muitos cristãos-frascos. Precisamos ser cristãos-perfumes.
Quando queremos perfumar a terra, nós nos desencapsulamos, nós nos desenfrascamos. É assim que damos o fruto da bondade. Se nos contentamos em ficar fechados em nós mesmos, não produzimos bondade.

5. CONCLUSÃO
Aqueles que vivem pelo Espírito devem encher a terra de bondade, de modo que o mundo veja a bondade de Deus.
De que estamos enchendo a terra?
Esperemos que de bondade. É dela que o mundo precisa. É ela que Deus espera de nós.

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